MODO DE VOLAR

And He was asking him, "What is your name?" And he said to Him, "My name is Multitude; for we are many."

O Monstro Maricas

Voi ragni pelosi | Vós, aranhas peludas,
Voi tassi barbassi | Vós, velas-de-bruxa,
Lumache bavose | Caracóis babosos
E ciechi orbettini | E osgas cegas,
Restate lontani | Fiquem bem longe
Dai nostri bambini. | Das nossas crianças.

Voi bestie notturne | Vós, bestas noturnas,
Amanti del buio | Amantes da escuridão,
Voi che non dormite | Vós que não dormis
Se non al mattino | Até à madrugada
Vegliate sul sonno | Velem o sono
Di questo bambino. | Desta criança.

       – adaptação da canção-de-embalar das fadas por W. Shakespeare
para o filme Io non ho paura de G. Salvatores.

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Este é um texto sobre vulnerabilidade, sobre assumir fraqueza, e sobre ser uma criança paneleira. Começou com o convite de uma amiga argentina para participar no projecto Mariconcitos; a proposta era que as pessoas se debruçassem sobre as suas infâncias maricas de forma a torná-las dizíveis e a interrogá-las. Propunha-se um olhar para a memória e a procura de expressões sexuais e de género dissidentes, principalmente as afeminadas, bichas, e com especial foco nos seus prazeres e nas suas discriminações. Escrevem sobre a proposta que se trata “de seguir pegadas, exumar um passado vivo, abrir uma cicatriz.” Era, numa palavra, uma reflexão sobre afectos perdidos. Debrucei-me pela primeira vez neste exercício há meses, mas só agora consegui voltar a olhar para o projecto por motivos que se prendem com a natureza da escrita autobiográfica.

A tarefa autobiográfica é sempre uma tarefa difícil. Opera num interessante espaço textual – ou mesmo metatextual: Por um lado a autobiografia, como forma de trabalho biográfico, pode ser vista como uma extensão, uma protuberância, do que é em si mesmo o trabalho histórico. A ser esse o caso, então a biografia carregou e carrega com frequência aquilo que a história tem de pior: narrativas heróicas, hagiografias, vilificações, e sempre uma História das agências dos Grandes Homens. Há aliás margem para perguntar se foi a biografia que surgiu enquanto empreendimento histórico ou se foi a história que surgiu enquanto empreendimento biográfico.

Não é de estranhar também que ainda hoje a biografia tenha um lugar especial nas estantes populares das nossas livrarias. Deixando para trás o elogio plano, a biografia assume um papel mais activo na auto-construção do eu moderno, disciplinado e controlado: participa do eterno esforço de criação de narrativas individualizantes numa permeável tensão com a vigilância do indivíduo moderno. Esta vigilância é um processo de auto-hetero-construção do eu moderno, i.e. da constituição do eu a partir da construção de personagens conceptuais vigilantes que imagino ser os outros. Aqui a constante tensão fundamental: a idealização e inalcançabilidade do nosso eu, a camada mais visível do nosso ego, a auto-hetero-projecção da nossa imagem social que construímos ao imaginar o que os outros imaginam de nós, o interminável projecto insta-facebookeano. De há dois séculos para cá que fizemos de nós mesmas polícias aí serviço de uns outros abstractos, de um Deus social. As biografias d’aqueles-que-devem-ser-admirados produzem também figuras desta constitutiva plateia egoísta que se torna juíz e guarda daquilo que devemos ou não ser. E claro, no pólo oposto ao da hagiografia mas ainda dentro da sua matriz, a biografia vilificante: Hitler, Estaline, Hirohito, Pol Pot, Bin Laden, Saddam. Estrelas do espectáculo de monstruosidades desviantes cuja conclusão é sempre a auto-identificação da leitora com o Homem do capitalismo ocidental, e o antagonismo e rejeição categórica de qualquer projecto que lhe tenha feito frente.

Mas a autobiografia é diferente. Por um lado porque quem a escreve, escreve-a de um lugar epistemológico privilegiado: escreve-a aquela que tem um privilégio de acesso ao objecto que mais ninguém tem, precisamente por ser o próprio objecto. Tem acesso a histórias que não foram contadas, a sentimentos, a memórias… que é como quem diz, à pre-texta subjectividade do objecto. Por outro lado, assume-se à partida a existência de falhas na objectividade da escrita-sobre-si-mesma. Na verdade, este é um dos lugares-chave imaginários de facciosismo e partidiarsmo a partir dos quais se constrói a ideia de imparcialidade enquanto exterioridade, enquanto isenção, não mais ponto-de-vista mas antes espaço-visto. E nesse sentido a autobiografia oferece uma possibilidade de rompimento com a ordem epistemológica de um texto como poucas outras formas textuais o fazem. O lugar de enunciação é situado, em princípio e por princípio, e contrariamente a tudo o que se assume como factual.

É também isto que faz da tarefa autobiográfica algo tão difícil. Apresenta-se como fácil, óbvia até; mas reconhecemos bem como nessa facilidade, se escondem as premissas das formas que combatemos – se escondem a construção do indivíduo como o conhecemos hoje em dia, a constituição de histórias identitárias e do apagamento daquilo que não se lhes conforma, a reiteração formulaica dos lugares que se dão à compreensão, que nos precedem, que partilhamos, também que nos dominam.

E o incómodo que fica no ar é suficiente para que valha a pena abordar a pergunta que o provoca: temos de rejeitar a prática autobiográfica à conta destas dificuldades?, não haverá formas disruptivas da escrita-do-eu?, há vida-escrita para além d’O Autor? E rejeitar a escrita autobiográfica não é a pretensa elisão de um eu que persiste?

É este o dilema inicial que o apelo de Mariconcitos me fez confrontar: Por um lado a escrita-do-eu, por outro a vontade de a usar como instrumento desconstructivo do pensamento-de-mim; por um lado o risco de nos pensarmos origem do que somos e do que escrevemos, por outro a possibilidade de o ultrapassar pelo exercício que à partida o constitui; por um lado a verticalidade inebriante da Autoria, do outro uma visão-alucinação da escrita que a ultrapassa. No que toca especificamente à proposta: por um lado o medo de essencializar a paneleirice; de imaginar que nós, paneleiras, sempre fomos o que somos, como se não houvesse um devir-paneleiro tal como há um devir-mulher; o medo de construir uma história do miúdo maricon, de construir uma narrativa que naturalize a nossa feminilidade, as nossas disrupções sexuais e de género – mas também a compreensão da necessidade dessas narrativas, de pôr em cima da mesa essa figura sempre apagada, reprimida e castigada que é o mariconcito, o maricas, o larilas. O medo terrível de que o contar da minha história ou da minha vida seja usado para me explicar – de onde venho, o que sou, a minha natureza – mas por outro lado, a esperança de que sirva, se me faço entender, precisamente para me desexplicar. Ou seja, do outro lado está a vontade de criar um sujeito paneleiro, um sujeito que para além do mais não tem medo de instigar o conservadorismo que se faz guardião da infância (Won’t somebody please think of the children?!), e de criar algo, bem no coração dessa imaginada inocência, que não é nem homem-por-vir nem mulher-por-vir, nem mesmo gay-por-vir, que é traveca mesmo, em toda a sua potência, mas que deixa por dizer aquilo em que se vai tornar, que resiste, ora aí está, à categorização e taxonomia de um pequeno-adulto.

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Se olho para a memória, o primeiro que me aparece é névoa heterossexual. E vem à língua dizer, como tantas outras que ainda não se a entregaram à névoa para ver fumaça, não, disso não tenho memória, fui gay mas nunca afeminado, nunca paneleiro, nunca maricas.

O exercício modela a memória, o exame o examinado, e por entre as gotas suspensas do esquecimento lá surgem os cotovelos de bronze esverdeado das estátuas chamadas Lembranças. Nem sempre lá estiveram, apesar de já cá estarem, e tento não cair na esparrela de achar que nasceram criadas, que não estão a ser esculpidas. São memórias não porque existissem na exterioridade – de facto foram convocadas, não descobertas – mas no significado próprio da etimologia que vai ao latim mere: atrasar, demorar, tardar, entravar. São coisas que demoraram a vir, que ficaram presas em pedaços de tempo que não viram continuidade. E ao aproximar-me dessas estátuas, abrindo a névoa, dando-lhes forma, vejo-lhes contornos que antes viviam velados. Lembro-me de ser miúdo e de me adorar mascarar, de pôr as jóias da mãe, os casacos e os sapatos. Não que fosse uma actividade em si feminina, era um carnavalizar os dias, mas era, já assim, bastante extravagante, um piscar de olho ao camp. Apercebo-me de uma criança que fez karaté durante cinco anos por não querer passar a vergonha de ser o único rapaz nas aulas de ballet. Vejo um puto que aprendeu a não se sentar de pernas cruzadas porque – sem que alguém o tivesse de ensinar –  isso era de quem não tinha grandes tomates  (lembro-me até de ver o primeiro ministro da altura na tv, de perna cruzada, e pensar ‘este é paneleiro!’ com um misto de orgulho macho e empatia embaraçada).  Lembro o puto que, com treze ou catorze anos, no início da descoberta da masturbação, se deixou levar pelo desejo de ver umas fotografias de porno gay. O puto que se veio mais do que nunca e concluiu categoricamente pronto, pedro, és gay. Tudo bem. Agora só tens de esconder isso para o resto da tua vida. Vejo o puto que se apaixonou por um gajo bem mais velho, deputado, que por sua vez usou da fragilidade paneleira do primeiro para abusar dele emocional e psicologicamente. O puto que saiu do armário temendo nada e cheio da alegria ingénua do amor, só para encontrar um pai que ficou meses em silêncio e uma mãe que passou a noite em branco e que, de olhos vermelhos, lhe perguntou pela manhã mas o que é que eu fiz de mal na tua educação? Sair de casa, ir para a escola, impingir-me desafectação.

Mas acima de tudo vejo uma criança que se sentia, e de facto era, profundamente inadequada e que vivia apavorada com a possibilidade de lhe descobrirem a sua natureza alienígena. Era uma criança cheia de vergonha, violentamente só, que não tinha a quem socorrer, que se via ao abandono.

Há duas estátuas-memórias em particular de que me lembro quando penso nestes afectos. A primeira é a de, com oito ou nove anos, ter experiências sexuais com um amigo próximo. Na verdade, mais do que sexuais, eram pornográficas. Íamos para casa dele, entrávamos em sites porno, e imitávamos um no outro aquilo que víamos na net. Os gestos, as posições, a expressão do prazer. Era um espaço tão excitante quanto arriscado; mas tratava-se da reprodução de imagens, não do que elas pretendiam significar. Aquilo que melhor ilustra a experiência é talvez a lembrança carnal de pôr uma pila murcha de criança na boca, com a devida cerimónia para que os lábios não a tocassem, e não houvesse realmente contacto. Mas mais do que isso fica a memória-mágoa de quando, ao comentar num outro momento a minha vontade de continuar a expressar aquele desejo, o rapaz-criança se fez desentendido, por certo por ter noção do errado da situação. Essa história acaba aí e é a primeira memória que tenho de um profundo abandono, de não ter ninguém a quem socorrer, de uma profunda solidão.

A outra estátua-memória, desta vez ainda mais ligada à vulnerabilidade do que à delinquência sexual, foi construída a posteriori. É a de um bebé, nu, recém-operado, à mercê do mundo; sem capacidade imunológica, sem possibilidade de se proteger. É uma estátua-memória construída a partir de uma fotografia. Eu, deitado numa maca; atrás, tubos que me alimentam por um cateter intravenoso espetado num fino braço imobilizado por ligaduras; tenho um penso sobre uma cicatriz operatória que me ocupa metade do ventre; agarro a Margarida, a minha sapa de peluche  cujo laçarote vermelho tinha arrancado à dentada. É impressionante como me lembro de tão poucas coisas na minha infância, mas como me toca tão visceralmente esta memória fabricada do período pós-operatório – de novo coisas atrasadas no tempo, retardadas.

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Durante muito tempo tive dificuldade em olhar para esta foto. Ela mostra-me no meu estado mais vulnerável. É um tremor visceral de me enfrentar criança, com três anos, depois de uma peritonite que me deixou às portas da morte. Não que o medo fosse de morrer, eu-criança não sabia da morte para lhe ter medo. O medo era desse estado desprotegido, e do que essa vulnerabilidade significava para aquelas que mais me amavam: a proximidade da minha morte magoava-as, a minha fragilidade feria-as. No final o que ficava, mais que tudo isso, era um sentimento de nojo. Nojo dessa criança, nojo dessa impotência, nojo de ser esse bebé. A fraqueza: que asco.

Sei que por vezes amigas têm dificuldade, ainda hoje, em conceber-me como alguém que carrega em si, ao mesmo tempo, por um lado uma vulnerabilidade profunda, um sentimento constante de fragilidade, uma violenta volatilidade emocional; e por outro não só o desejo mas efectivamente a exigência de confronto, de espetar a minha anormalidade nos olhos que reprovam, de vestir uma saia, pôr brincos compridos e pintar os olhos – não só apesar dos dias em que estou mal, mas também por causa destes. Uma amiga muito próxima escreveu-me há pouco tempo: Ela usa saias. Ela usa brincos e colares todos os dias. É alta, magra e move-se com uma delicadeza ingénua e algo atabalhoada. Ela é dona do mundo, centro de todas as atenções em qualquer lugar onde está. (…) Chamam-lhe paneleiro, maricas, palhaço. Acusam-na de ser um snob auto-centrado, com sede de protagonismo, um prepotente académico que não conhece o mundo. Um individualista, dominador de flirts, que dorme com toda a gente. Eles não sabem nada dela. Não sabem do esforço permanente de resistência dela.

Pois bem, vem daqui. É daqui que me lembro o primeiro contacto com o pequeno monstro dentro de mim, o monstro do mostrar medo do estar desprotegido, do ser vulnerável e impotente, da possibilidade do ser abandonado e deixado só, no meio da rua, para morrer. Cá está o monstro que deixei num armário, trancado a sete chaves, para que ninguém veja quem sou, com medo de ficar só. E todas sabemos, embora por vezes seja difícil admiti-lo, que um monstro é só uma criança que cresceu presa.

A Eve Kosofsky Sedgwick escreve que “ao interromper a identificação, também a vergonha produz identidade. De facto, vergonha e identidade mantêm-se numa relação mútua bastante dinâmica, ao mesmo tempo desconstituinte e fundacional, porque a vergonha é em simultâneo peculiarmente contagiosa e peculiarmente individualizadora.” Essa vergonha, como esse medo e essa vulnerabilidade, são o substrato de algumas das ferramentas emancipatórias que tenho hoje em dia; mas durante vinte anos foram-me um cerne desconhecido – ora paralelipípedo kubrickeano a la 2001, ora material esponjoso sem forma clara, ora vazio incoordenável. Um cerne escondido e protegido por uma carapaça de voz altiva e atitude arrogante que me fez quem sou. Ao princípio, encontrar este cerne monstruoso foi um enfrentamento mais que outra coisa. Aquela criança trancada tinha virado um Adamastor, um monstro que não se reconhece criança. E os adamastores são os monstros mais difíceis de lidar. Mas fui percebendo que, como com qualquer criança má, não se tratava de discipliná-la, mas de lhe respeitar a violência.

Venho agora há anos a tentar reconciliar-me com o meu monstro mariquinhas, com o meu monstrosito maricon. Não tem sido fácil. Afinal de contas, crescemos separadas, mas foi também dessa separação que nascemos: o encarceramento do meu monstro fez de mim quem sou, estabeleceu as possibilidades de me relacionar, desenhou a economia do meu desejo. Contra todos os instintos, e desafiando o próprio conforto, fui-lhe entreabrindo o armário e tenho tentado, o quanto possível, andar de mão dada com ele. Reconheci as partes que me amedrontavam, mas também a sua potência: É o monstro que se revolta, que me permite ter a força para me maquilhar, para ser bicha, para usar saias, foi o monstro que, nos meus sonhos, veio em meu socorro e mandou ao caralho aqueles que me gozavam por andar de mãos dadas com um gajo. Ele dá-me a raiva e a fúria que eu tranquei de lado, ele quer pancada quando eu quero fugir, ele grita sou paneleiro sim, seu procriador de merda quando eu só me quero esconder.  

Este conto, sei-o, está longe de acabar. Os monstros só existem em tensão, só existem em marginalidade. Desapareceram das margens dos mapas quando se navegou redondo o mundo. Ressurgiram, nascentes, nos seios das vilas europeias como presságios da fúria divina e nas marchantes bordas do Novo Mundo como símbolos de negritude e bestialidade. Foram domesticados em frascos de laboratório e ainda assim não deixaram de surgir, incólumes e mais feios do que nunca, na mesa de laboratório de Frankenstein, no ventre de Mary Shelley, no parlamento de monstros de Wordsworth. Tentou-se criá-los, a época da ode à teratogenia elogiada por Darwin, mas ainda assim não nos espremeram do desconforto. Ressurgiram fantásticos, aliens, mitopoéticos, ciborgues, animados, conhecidos pelas ciências sociais e psicológicas mas sempre como desvios, aberrações, nojentas, de-generadas.

Este conto está longe de acabar. Na minha estória, como na história do Homem que as monstras sempre vêm pôr em causa. Também elas espreitam dos frisos das igrejas e das margens dos textos proibindo que me cale a mim própria contando uma estória final; as estórias são sempre provisórias, são sempre só um entendimento, são sempre precárias, e só sedimentam quando, por medo, tentam matar monstros. Se há alguém a quem se possa confiar a produção autobiográfica é aos monstros: é difícil a universalidade quando se  trata de uma escrita conduzida pela monstruosidade, de uma teratografia. A minha mariquice, ser maricas, medroso, veio o orgulho raptá-la à vergonha. O monstro cá continua, por vezes aterrador, amedrontando. Mas transformou-se também numa potência de vida que a cada dia me desafia a experimentar o desconfortável, a devir mais paneleira, mais incómoda, menos domesticável. O mesmo monstro maricas que me amedrontava  transformou-se numa enorme criatura insurreccional.

16395908_1300196976703457_1874034645_n(‘um monstro‘, 2013, por Adriana Santos)

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6 comments on “O Monstro Maricas

  1. Xcarloslagosta
    29/01/2017

    Deputado? Quem foi a besta do deputado que te fez isso?

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    • pfeijó
      30/01/2017

      hey carlos,
      preferi não nomear porque já foi há algum tempo, confrontei-o com isso (apesar de ele ter preferido ignorar o que se passou), e acima de tudo porque acho que me daria mais trabalho e esforço emocional do que estou, de momento, disposto a dar por ele. mas, como deves imaginar, percebo perfeitamente a raiva 😉 abraço

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      • Xcarloslagosta
        30/01/2017

        Obrigado pela resposta Pedro. Já me contaram quem foi. Tenho pena que um partido em que já votei algumas vezes, o BE, dê destaque a pessoas assim. Muita felicidade e amor para ti.

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      • Indian
        17/05/2017

        Merely a smiling visitant here to share the love (:, btw great design. “The price one pays for pursuing a profession, or calling, is an intimate knowledge of its ugly si.1#&d822e; by James Arthur Baldwin.

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  2. Neves Antonio
    16/04/2017

    excelente texto. parabéns. abraço.

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  3. Pingback: resposta às minhas críticas – divagações de uma académica prepotente | MODO DE VOLAR

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This entry was posted on 28/01/2017 by in PT, Sem categoria and tagged , , , , , , , , , .
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